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Erasmus e intercâmbio: guia completo para preparar a partida
Setembro é mês de partidas. Se já tens o destino fechado — Erasmus, intercâmbio ou outro programa de estudos — e estás a fazer a mala, este guia reúne tudo o que precisas de confirmar antes de embarcar: documentação por destino, saúde, seguro e orçamento.
Viajar para estudar fora é um passo importante. Para muitos, uma das experiências mais marcantes da vida. Com o entusiasmo chegam dúvidas e incertezas de última hora. Como garantir que levas tudo? Como estar preparado para os imprevistos? Aqui tens as respostas que precisas para te ajudar a organizar e preparar.
O que vais encontrar aqui:
Documentação e saúde: confirmar antes de embarcar
Seguro de viagem: porque o CESD não chega
A mala: o que um estudante leva (que um turista não)
Orçamento: contas antes de descolar
Documentação e saúde: confirmar antes de embarcar
Dentro da UE / Espaço Schengen
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Cartão de cidadão ou passaporte válido — mesmo dentro da UE, o passaporte é a opção mais segura. Não te esqueças de confirmar a validade antes de partir. Ainda precisas de o fazer? Vê como é fácil no nosso artigo Passaporte português: como fazer, renovar e preço.
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Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) — essencial para acesso a cuidados de saúde públicos no destino. Se ainda não pediste o teu, vê como o fazer e como funciona aqui.
Se a estadia ultrapassar 3 meses, confirma se precisas de fazer registo de residência local — os requisitos variam de país para país.
Fora da UE
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Visto de estudante — se ainda não está tratado, este é o momento de agir: o processo pode demorar semanas, ou até meses, dependendo do país e do volume de pedidos. Alguns países têm vias de urgência, mas não contes com garantias de última hora.
Leva sempre contigo (em papel): carta de aceitação da instituição de acolhimento, comprovativo de meios de subsistência (extrato bancário recente, declaração de bolsa ou recibos de vencimento) e cópia do visto.
Independentemente do destino
Digitaliza todos os documentos — guarda cópias na cloud e imprime um conjunto em papel, guardado separadamente da mala principal. Assim, se perderes a carteira ou a mala, tens tudo acessível.
Saúde
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Consulta do viajante e vacinas — verifica se há vacinação obrigatória ou recomendada para o destino e agenda com antecedência: algumas vacinas requerem mais do que uma dose. Com o seguro de viagem Just in Case, tens acesso a uma Consulta do Viajante por telefone.
- Medicação regular — leva quantidade suficiente para toda a estadia. Confirma se a medicação está sujeita a restrições alfandegárias no país de destino (algumas substâncias comuns em Portugal são controladas noutros países) e leva contigo a prescrição médica em inglês para apresentar às autoridades se necessário.
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Usas lentes de contacto? Leva pares extra — nem sempre é fácil repor no destino com a tua graduação específica.
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Kit de farmácia básico para os primeiros dias — analgésicos, antidiarreicos, protetor solar — enquanto te orientas no sistema de saúde local.
Seguro de viagem: porque o CESD não chega
O Cartão Europeu de Seguro de Doença cobre apenas cuidados médicos públicos dentro da UE/Espaço Schengen. Tudo o resto — repatriamento, assistência privada, qualquer situação fora do espaço europeu — fica de fora. Para uma estadia de meses, isso é uma lacuna real.
Para quem viaja com o propósito de estudar, o seguro de viagem Just in Case tem o pack Educação, pensado especificamente para esta realidade — com proteção jurídica, apoio em caso de problemas na residência e cobertura de propinas caso sejas obrigado a interromper os estudos por motivos de saúde ou força maior.
A mala: o que um estudante leva (e um turista não)
Vais estar fora meses, não uma semana. A lógica da mala é diferente — e há itens que muita gente esquece. Aqui ficam os que fazem mesmo diferença numa estadia longa:
- Roupa para diferentes estações — mesmo que partas no verão, vais precisar de roupa de outono/inverno se ficares um semestre.
- Adaptador de tomada correto para o país de destino — não é universal. A Alemanha, a França e o Reino Unido têm padrões diferentes entre si e relativamente a Portugal. Confirma antes de comprar um genérico.
- Transformador de voltagem se os teus aparelhos não forem bivolt (confirma no manual ou na etiqueta do aparelho).
- Cópias de documentos — papel e digital, guardadas separadamente da mala principal.
- Contactos de emergência escritos em papel — embaixada portuguesa, seguro, família — para o caso de perderes o telemóvel.
- Dinheiro em moeda local para as primeiras horas, antes de conseguires levantar ou usar cartão.
- Roupa mais formal se o contexto académico do destino assim o exigir — em alguns países europeus, a cultura universitária é mais formal do que em Portugal.
Para uma checklist completa de bagagem, vê o nosso guia dedicado.
Orçamento: contas antes de descolar
Uma bolsa como a Erasmus+ ajuda, mas raramente cobre tudo. O valor varia consoante o país de destino e o custo de vida local pode surpreender quem não fizer contas antecipadamente.
- Compara o custo de vida real do destino com o valor esperado da bolsa — alojamento, alimentação e transportes locais são normalmente as maiores despesas.
- Abre conta bancária local ou usa um cartão multi-moeda para evitar comissões de câmbio em cada compra do dia a dia.
- Avisa o teu banco e o emissor do cartão de crédito das datas e do destino da viagem, para prevenir bloqueios por suspeita de fraude.
- Planeia poupar antes de partir e ao longo da estadia. Faz diferença real no final do semestre. Vê as nossas 7 dicas para os estudantes pouparem no novo ano letivo.
Primeiros dias no destino
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Regista-te no consulado português local se a estadia for longa — facilita o apoio em caso de emergência.
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Não compres logo livros ou material de curso. Espera pelas primeiras aulas — muitas instituições disponibilizam recursos digitais ou de segunda mão que poupam bastante.
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Junta-te a redes de apoio a estudantes internacionais como a ESN (Erasmus Student Network) — organizam atividades, ajudam na integração e são a forma mais rápida de conhecer pessoas nas primeiras semanas.
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Guarda uma cópia em papel dos contactos de emergência num sítio separado da carteira — embaixada, seguro, família — para o caso de perderes o telemóvel.
Perguntas Frequentes
Preciso de seguro de viagem se já tenho o Cartão Europeu de Seguro de Doença?
Sim. O CESD cobre apenas cuidados de saúde públicos dentro da UE/ EEE — não inclui repatriamento, assistência privada, nem qualquer cobertura fora do espaço europeu. Para uma estadia de meses, um seguro de viagem complementar é essencial.
E se ainda não tenho o visto tratado?
Contacta a embaixada ou consulado do país de destino em Portugal o mais rapidamente possível. O processo pode demorar semanas ou meses dependendo do país e do volume de pedidos. Alguns países têm vias de urgência, mas não contes com garantias de última hora.[MP3]
O que acontece se ficar doente durante o intercâmbio?
Dentro da UE, o CESD garante acesso a cuidados públicos nas mesmas condições que os cidadãos locais. Fora da UE, ou em situações que o CESD não cobre (assistência privada, repatriamento), é o seguro de viagem que entra. Guarda sempre os contactos de assistência do seguro no telemóvel e em papel.
Posso prolongar a estadia depois do programa terminar?
Depende do tipo de visto e das regras do país de destino. Confirma com a instituição de acolhimento antes de decidir — algumas prolongações implicam alterar o visto ou registar uma nova condição de residência.
A mala vai fechar, o voo vai sair e a experiência vai começar — com ou sem imprevistos. O que podes controlar é a preparação. Para o resto, há o Just in Case e o pack Educação.
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